VIVER É A MELHOR OPÇÃO

– TEMÁTICA CENTRAL:

     O livro trata da prevenção do suicídio como um grave problema de saúde pública. Com base em dados oficiais, o autor mostra que a maioria dos casos pode ser evitada com informação, acolhimento e políticas eficazes. Ele destaca o papel da mídia na quebra de tabus, o trabalho de instituições como o CVV e propõe uma rede de apoio integrada. A obra também traz uma reflexão espiritual sobre o sentido da vida, combinando dados, empatia e espiritualidade para abordar o tema com sensibilidade e coragem.

– DESENVOLVIMENTO DA OBRA:

     O desenvolvimento do livro é estruturado com clareza, sensibilidade e propósito. Ele não segue uma narrativa linear como um romance, mas sim uma construção reflexiva e informativa sobre o suicídio e sua prevenção.

O autor abre o livro com uma convicção forte: informação salva vidas. Ele deixa claro que não se trata de autoajuda, mas de uma obra que busca conscientizar e mobilizar a sociedade para enfrentar um problema silencioso e urgente.

Apresenta estatísticas alarmantes sobre o suicídio no Brasil e no mundo, destacando que mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. Ele mostra que 90% desses casos poderiam ser evitados com informação, acolhimento e políticas públicas eficazes.

O livro aborda o tema sob diferentes perspectivas: médica, psicológica, social, espiritual e comunicacional. Entrevista especialistas, cita estudos e compartilha experiências de instituições, criando uma abordagem ampla e acessível.

Como jornalista, ele dedica um capítulo à responsabilidade da imprensa na cobertura de casos de suicídio, alertando para os riscos da espetacularização e defendendo uma comunicação ética e cuidadosa.

Nos capítulos finais, o autor traz uma visão espiritualista sobre o sentido da vida e o que acontece após a morte, oferecendo conforto e esperança para quem enfrenta momentos difíceis.

A obra termina com um chamado à ação: que cada pessoa se torne um agente de acolhimento, escuta e cuidado. O autor reforça que todos somos companheiros de jornada e que há muito a fazer para salvar vidas.

– ALGUNS PONTOS RELEVANTES:

     “Apesar da gravidade da situação e dos incalculáveis transtornos causados pelo elevado número de casos, o suicídio está fora do radar dos governos e da sociedade. Não é sequer lembrado como questão relevante na área da saúde pública pelas mídias. Sem informação, a sociedade não o reconhece como um problema, não mobiliza esforços e nem consagra tempo e energia para tentar reduzi-lo.”

“Aqui onde estamos, num planeta de expiações e provas, a dor e o sofrimento ainda cumprem uma função pedagógica importante. Não se trata de punição ou castigo, infortúnio ou azar. Os dissabores da vida trazem lições importantes que nos ajudam a compreender melhor o que ainda nos falta para dar mais um passo importante à frente”.

“Convém cuidar sempre com muito carinho da qualidade dos pensamentos e dos sentimentos, cultivando a prece, as leituras edificantes, as boas companhias, o ambiente mais sadio e equilibrado possível”.

“Nos episódios de suicídio, aborta-se o projeto existencial de forma abrupta, violenta, sem qualquer injunção do destino. Há ali apenas e tão somente a ação da vontade do indivíduo, o que constitui motivo de profundo sofrimento”.

– O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA:

     “Embora seja o Self o desencadeador das emoções, a maquinaria orgânica tem a finalidade de expressá-las.

     Ocorre, no entanto, que as sucessivas descargas emocionais perturbadoras de tal forma sobrecarregam os nervos que, invariavelmente, transferem aquelas mais difíceis de contornadas e aceitas para os arquivos do inconsciente, dando lugar às fugas psicológicas em que se comprazem muitos pacientes.

     Em vez dos enfrentamentos dos problemas com naturalidade, determinadas predisposições emocionais impedem a aceitação das ocorrências mais exaustivas, produzindo um mecanismo automático escapista, mediante o qual parece livrar-se da dificuldade, quando apenas a posterga.

     Tão natural e repetitivo se faz esse fenômeno, que o paciente deixa-se mascarar por fatores opressivos que terminam por vencê-lo.

     Departamentos seletivos da mente bloqueiam automaticamente muitas ações desagradáveis, que são arquivadas em setores especiais, mesmo antes de analisadas devidamente, conforme seria de esperar-se. Em face dessa conduta escamoteadora, surgem os mecanismos de transferência de responsabilidade, de ausência de discernimento, de fugas variadas na área psicológica.”

Conflitos Existenciais pelo Espírito Joanna de Ângelis.

– SOBRE O AUTOR:

André Trigueiro é formado em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade. Começou sua trajetória como repórter na Rádio MEC, passando também pela Rádio JB antes de ingressar na TV Globo em 1993.

É pós-graduado em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ e professor da disciplina Geopolítica Ambiental nessa mesma instituição. Criou o curso de Jornalismo Ambiental na PUC-Rio, onde também leciona.

Autor de diversos livros, entre eles – Mundo Sustentável (2005), Espiritismo e Ecologia (2009), Cidades e Soluções (2017).

Trigueiro é espírita e voluntário do CVV (Centro de Valorização da Vida), tendo doado os direitos autorais do livro Viver é a Melhor Opção à instituição. Ele defende uma imprensa voltada para a cultura de paz e justiça social.

 

    A obra é indicada para todos que desejam compreender e enfrentar o tema do suicídio com empatia, responsabilidade e profundidade. É especialmente recomendada a profissionais da saúde, da educação e da comunicação, além de voluntários, familiares de pessoas em sofrimento e leitores em busca de reflexão espiritual.