


BAZAR
O Bazar Beneficente, anteriormente conhecido como Bazar da Pechincha, é uma iniciativa essencial para a Fraternidade e sua Fundação, desempenhando um papel fundamental na arrecadação de recursos e no apoio à comunidade em vulnerabilidade social.
As finalidades do Bazar Beneficente são: (a) arrecadação de fundos para sustentar as atividades da Fraternidade e da Fundação, como o Centro de Educação Infantil – CEI, o Colégio e o atendimento aos assistidos aos sábados; (b) inclusão social: oferece vestuários e itens a preços baixos, promovendo acesso a bens de consumo; (c) distribuição aos assistidos dos sábados, de vestuários e outros bens para atender parte das demandas.
O bazar beneficente oferece produtos a preços acessíveis, permitindo que pessoas em vulnerabilidade social adquiram itens essenciais com dignidade e com o dinheiro que podem gastar.
Com valores significativamente abaixo do mercado, o bazar garante o direito de escolha, promovendo autoestima, o bem-estar, a dignidade, a inclusão social e uma experiência de cuidado e valorização pessoal.
Além disso, o bazar fomenta o senso de comunidade, criando um ambiente solidário e acolhedor. A reutilização de itens incentiva a reciclagem, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.
Assim, o bazar não apenas atende às necessidades materiais, mas também fortalece a igualdade social e a autonomia, respeitando a dignidade de todos.
Recebemos uma grande variedade de itens, como vestuários, calçados, eletrodomésticos, móveis, colchões, utensílios domésticos, eletrônicos, itens de decoração, produtos de cama, mesa e banho, além de brinquedos e livros.
No entanto, há uma escassez de certas categorias. As doações de roupas e calçados masculinos são raras, pois muitos homens costumam usar suas peças até o fim da vida útil. Também notamos a falta de vestuário feminino nos tamanhos G e GG, e de roupas para crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos.
Triagem: as doações são separadas por funcionárias especializadas. Aproximadamente 50% dos vestuários e calçados recebidos são descartados por não estarem em condições de uso pelos assistidos da Fraternidade ou de venda no Bazar. Quanto aos móveis, eletrodomésticos e eletrônicos, 20% são descartados.
Os bens não utilizados são destinados a outras instituições filantrópicas ou reciclados e vendidos e os descartes imprestáveis enviados para aterros sanitários.
População do entorno da Fundação, pessoas com interesse em moda vintage e sustentável e sacoleiras
Roupas, calçados, móveis, itens de decoração, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, itens de cama/mesa/banho, utensílios de cozinha, itens de jardinagem, brinquedos, livros e outros itens diversos
O Bazar Beneficente funciona na Fundação Espírita Irmão Glacus, localizada na Av. das Américas, 777, Bairro Kennedy – Contagem/MG
Bazar de roupas, calçados, itens de decoração, itens de cama/mesa/banho, utensílios de cozinha, itens de jardinagem, brinquedos, livros e outros itens diversos:
Às quintas-feiras, das 8h30 às 11h30. Aberto ao público.
Aos sábados, das 8h30 às 11h30. Aberto ao público.
Bazar de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos:
De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h às 15h30. Aberto ao público
Aos sábadoa, das 8h30 às 11h30. Aberto ao público.
Cadastro suspenso por tempo indeterminado
Em caso de dúvidas, entre em contato pelos telefones (31)988993721 ou (31)98205-8967
ou pelo e-mail doe@glacus.org.br
Horário de atendimento ao telefone:
– de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30
– aos sábados, das 08h30 às 12h.
WhatsApp: (31) 98899 3721 | (31) 98205- 8967;
Fixos: (31) 3394- 6440 | (31) 3394-6860;
Para doações: (31) 3411-9299
| doe@glacus.org.br
Fundação Espírita Irmão Glacus – Av. das Américas, 777 – Kennedy – Contagem/MG
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O primeiro bazar
Quando as reuniões e as atividades da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (Feig) ainda eram realizadas em casas cedidas por outros centros espíritas, a partir de uma orientação do mentor Erick Wagner, sentiu-se a necessidade de angariar fundos para que a Fraternidade tivesse uma sede própria. À medida que a Fraternidade foi sendo reconhecida e suas atividades foram crescendo, era natural a necessidade de um lugar próprio. É nesse contexto que se inicia a história do na época chamado Bazar da Pechincha.
O primeiro bazar realizado para a Fraternidade foi possível através de duas tarefeiras, que, participando de uma reunião de terceiro domingo, se voluntariaram para conseguir novos recursos para casa. Já se faziam rifas e jantares para manutenção das atividades, mas era necessário mais, os recursos que havia eram poucos e já não eram suficientes para os gastos. Surgiu então a ideia de buscar roupas no Rio de Janeiro, com a intenção de arrecadar mais fundos para a Fraternidade. Viajaram no mesmo dia e chegaram ao Rio. Foram direto procurar as distribuidoras de roupas que liam nas revistas. Andaram durante o dia todo e retornaram para casa com muitas sacolas.
Em seguida houve o trabalho de separar e etiquetar as peças para assim fazerem uma exposição e venderem as roupas. Fizeram cartazes à mão e, ligando de um a um, foram chamando amigos, conhecidos e parentes. No local escolhido para a ação, as pessoas foram chegando, e as peças de roupas rapidamente foram vendidas. A felicidade foi muita, pois toda a ação havia durado cerca de 48 horas, da ida delas às distribuidoras de roupas no Rio de Janeiro à venda e arrecadação do dinheiro para a Fraternidade.
Como essa ideia deu certo, começaram então a fazer o bazar em modelo semelhante, em lugares cedidos e diversos, para ajudar na compra e construção de uma sede para a Feig.
A conquista ardeu em chamas
A ideia do bazar continuou, e não somente com esse recurso, mas com outras iniciativas, como a venda de rifas, jantares e outros eventos, foi adquirido pela casa um galpão na Rua Campos Sales. Em 1983 foi inaugurado o bazar no local, ainda sem estrutura definitiva. As prateleiras eram improvisadas com tijolos furados e madeiras de construção, as paredes serviam como araras, e já nessa época começaram a receber doações e não mais precisavam ir ao Rio ou a São Paulo buscar roupas. Infelizmente um terrível incêndio queimou tudo o que havia no galpão. Mas com muito amor, determinação e boa vontade tudo foi reconstruído. Um novo local foi comprado, a nova sede passou a ser na Rua Henrique Gorceix, onde até hoje se localiza a Feig.
O bazar que funcionava na sede recém-adquirida tinha poucos voluntários, mas muita perseverança, e funcionou no local por pouco tempo, pois logo viram que seria melhor transferi-lo para a Fundação (em Contagem), que ainda em construção tinha mais chance de abrigar essa tarefa. Aos poucos a Feig foi ficando conhecida, e muitas pessoas passaram a frequentá-la. Muitas lojas faziam doações, e uma das mais marcantes foi um caminhão cheio de calçados. Eram centenas e precisavam ser separados por pares e tamanhos, mas, com a disposição e boa vontade dos tarefeiros, os pares eram feitos e vendidos no bazar. A doações já chegavam em grande volume, caminhões de móveis, roupas e sapatos, mas as instalações ainda eram insuficientes.
Em 1992, a Fraternidade ganhou um carro Fiorino para ajudar no recolhimento das doações. Nessa época o bazar já contava com grande número de voluntários. A ideia de organização por setores partiu de Nazaré, da atual direção, que, vendo a grande quantidade de doações diversas recebidas, separou com a equipe as doações por seções, facilitando a identificação dos produtos na hora da chegada e na hora de pôr em exposição para a venda.
Em meados dos anos 2000, as instalações começaram a ser melhoradas, com a realização de um projeto de infraestrutura específico. A implementação de mudanças foi necessária e muito importante no processo de melhoria do bazar. Nessa época o fluxo das doações recebidas ficou mais bem definido. Primeiro eram separadas as doações para as necessidades da Feig, e por meio de uma triagem era selecionado o que seus assistidos ou departamentos precisavam, e só depois disso o que sobrava de doação era separado para venda no bazar, mantendo também sua função social de facilitar o acesso de pessoas mais carentes a produtos diversos, mas também atendendo à finalidade de arrecadação de recursos para a Casa.
O atendimento com caráter humano e de acolhimento, que já era feito desde o início do bazar, foi intensificado com as várias ações para melhorar sua gestão.
Hoje o bazar conta com muitas mãos e é realizado semanalmente, de forma a atender à comunidade do entorno do Bairro Kennedy, em Contagem. Há também um dia específico para sacoleiras e brecholeiras adquirem produtos para ajudar no sustento da família. O bazar, além de atender a um grande número de famílias, é hoje um dos recursos mantenedores das atividades na Fraternidade.
Sob as luzes do reconhecimento
O início do bazar foi ação de mãos valiosas que trabalhavam com poucos recursos. De poucas mãos, mas muito valiosas, e de muita precarização. Era feito com o mínimo para arrecadar o máximo. A tarefa era feita por pessoas que se doavam para a realização das atividades.